Na arte, um Portuense pelo Mundo

Categoria

Mercado

Autor

Livraria Lello

Eduardo Bragança nasceu no Porto em Massarelos em 1974.

Começou a trabalhar em arte seriamente em 2006, depois de ter acumulado trabalhos durante três anos numa banheira inativa em casa. Foi no momento em que deixou de conseguir entrar nessa casa de banho que resolveu pôr um fim àquele problema. Como? Expondo. A primeira exposição foi, nas suas palavras, “como uma banca de pipocas”; vendeu tudo até à hora da desmontagem, com uma cliente ainda a ver trabalhos enquanto embrulhava os últimos quadros. Depois desse momento o processo tornou-se mais sério, tendo recebido ainda nesse ano dois convites que impulsionaram o trabalho e a projeção do artista Eduardo Bragança: o convite para pertencer ao arquivo em vídeo da cinemateca dos artistas plásticos Portugueses; o segundo, o convite para expor e vender trabalhos na Grécia, alavancando a modesta aspiração a artista plástico.

Define-se artisticamente como um expressionista, urbano e naïf, sendo influenciado desde os pequenos versos, às texturas coloridas das grandes cidades. Considera-se um autodidata mesmo na divulgação e venda das suas obras, sendo um pouco resistente ao trabalho das grandes galerias. Em 2006, por sucessão do êxito de uma venda em Atenas (uma obra de mais de 2 metros por 1,60 de altura), compreendeu que o trabalho o poderia levar ainda mais longe se apostasse numa maior divulgação. Para testar a sua teoria sobre a eventual apreciação espontânea do seu trabalho, contactou uma das mais prestigiadas empresas de arquitetura Sul-africanas, SAOTA; o resultado foi surpreendentemente positivo culminando num elogio por parte de um dos CEO da empresa. Com este exemplo abriu caminho em Portugal para trabalhar com alguns dos mais conceituados compradores de Arte, no Porto e em Braga, responsáveis por vender muitas das suas obras a clientes privados – que vão desde Angola, Londres, Brasil – e, aos poucos, foi entendendo que um mercado tão emergente como o Brasil podia ser bastante aliciante. Em 2014 muda-se do Porto para Curitiba onde a aceitação tem sido crescente e rápida, com o convite para diversas mostras, projetos especiais e exposições. Apesar de considerar que operar como galerista ou como artista é mais difícil no Brasil – uma vez que a Europa tem uma cultura mais antiga e enraizada de visitas a museus, de apreciação de arte e da sua aquisição e compra – considera Curitiba o ponto mais europeu do Brasil, tendo estado a receber inúmeras propostas artísticas.

Hoje, mais distante, vê o Porto como a cidade que “sempre quis ver um dia”. Considera que, em parte, contribuiu para esta revolução turística da cidade quando, em 2008, criou um projeto chamado “Guia Sentido” que mapeava a cidade num guia de bolso, motivando as pessoas a conhecer os novos locais da cidade, para residentes e turistas, distribuindo esses mapas pelo aeroporto, hotéis, hostels, espaços comerciais, etc.

Felizmente hoje a distância física não nos impede de chegar ao que queremos ver, apreciar e comprar. Em www.eduardobraganca.com recebe pedidos de clientes um pouco por toda a parte do mundo. Se preferir e estiver de visita ou de passagem pelo Brasil, pode ser que encontre este Portuense pelo Mundo, em Curitiba, provavelmente na galeria Zilda Fraletti.