Conheça a Casa da Música

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Autor

Livraria Lello

Está no Porto e não vive sem música? Sinta-se em casa.

Inaugurada em 2005, a Casa da Música materializou-se de forma inquietante e provocadora numa instituição fundamental da cultura do Porto. Conheça-a melhor.

Primeiro estranha-se, depois admira-se. Referimo-nos ao edifício angular e desconcertante que parece ter aterrado na Boavista vindo de uma qualquer metrópole futurista. Pouco consensual entre os olhares desconfiados dos portuenses há quase 12 anos, o reconhecimento e a admiração não tardaram. É hoje um ícone inconfundível do Porto. E depois há a Fundação, que ao longo dos anos tem promovido o contacto regular do público com o que de melhor há música, sem nunca esquecer as obras e os criadores portugueses.

Os programas são pensados para todos: do clássico ao jazz, da contemporânea à electrónica. E ainda para os mais novos, para que a música os acompanhe sempre e desde o primeiro passo.

O que precisa de saber sobre a Casa da Música

Casa da Música

A história

  • No seguimento da eleição do Porto (e Roterdão) para Capital Europeia da Cultura 2001, das inúmeras iniciativas congeminadas no seio da Porto 2001, nasce o projecto Casa da Música. Uma concretização necessária para que a Invicta pudesse receber a música como residente permanente da cidade.
  • A controversa escolha do terreno, em 1999, implicou a demolição da Estação Terminal dos Eléctricos do Porto, na altura já em avançado estado de degradação. A sua substituição pela futura Casa da Música justificou-se então pelo potencial de renovação urbana e social da área envolvente da Praça Mouzinho de Albuquerque.
  • Ainda em 1999, arrancou o concurso de arquitectura para a Casa, dirigido apenas aos melhores. Das 27 candidaturas, apenas 3 chegaram à terceira fase. Um desses nomes viria a marcar o Porto de forma inequívoca: Rem Koolhas. A escolha da comissão de avaliação – que incluíu Souto Moura e Siza Vieira – destacou no projecto do holandês a “adaptação universal dos espaços internos e externos do edifício, uma linguagem fluente e coerente na utilização de materiais de fácil manutenção e, acima de tudo, uma singularidade formal
  • Apesar dos atrasos e da controvérsia inicial, a materialização de um novo ícone para o Porto atraiu a devida atenção mediática. O New York Times classificou-a como “uma das mais importantes salas de espetáculos construídas nos últimos 100 anos”, sugerindo comparações com outros marcos internacionais, tais como o Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, o Museu Guggenheim em Bilbao – ambos da autoria de Frank Gehry – e ainda a Berliner Phillarmonie, de Hans Scharoun.

Casa da Música

As salas e os espaços principais

  • A Sala Suggia – em homenagem à célebre violoncelista portuense – é o coração da Casa da Música.  É considerada uma das salas com melhor acústica do país graças ao emprego de revestimentos e materiais como o pinho nórdico, o vidro curvo e ainda um tecido especial nas cadeiras. Acolhe um máximo de 1238 espectadores num ambiente com referências às artes decorativas e a outros períodos da música ocidental.
  • A segunda sala de concertos – simplesmente Sala 2 – é a mais polivalente e multifacetada. As paredes e o tecto possuem um revestimento avermelhado que conferem à sala uma acústica e tonalidade naturais e eficientes. Possui ainda outra singularidade: as cadeiras roxas em homenagem ao designer português Daciano da Costa, que criou este modelo nos anos 70. A capacidade é 300 lugares sentados ou 650 de pé.
  • A Cibermúsica é uma sala onde as características arquitectónicas e os materiais utilizados criam uma atmosfera pedagógica. O revestimentos utilizados criam um efeito de dupla acústica: um dos lados da sala privilegia a amplificação do som – ideal para concertos acústicos – enquanto o outro lhe confere uma natureza mais clara, fria e natural.
  • As salas Laranja e Roxa são usadas principalmente no Serviço Educativo, ou seja, para as actividades pensadas e criadas especialmente para crianças e bebés, até. Durante todo o ano, há inúmeros workshops e concertos de dedicados às famílias e até sessões especiais para recém-nascidos.
  • A Casa da Música aloja ainda um Restaurante  a cargo do Chef Artur Gomes. Além de poder escolher à carta, pode também optar por um Menu do Dia ou ainda uma terceira opção, o “Jantar + Concerto”, um dois-em-um ideal.
  • A Digitopédia é a área mais tecnológica da Casa da Música. Esta sala aberta ao público permite a qualquer pessoa compor e partilhar música.

Casa da Música

Grupos residentes

A agenda da Casa da Música é muito variada e completa, também graças aos vários grupos residentes. Nomes fundamentais da música portuense e nacional, contam-se a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, o Coro Casa da Música, a Orquestra Barroca Casa da Música e ainda o grupo contemporâneo Remix Ensemble Casa da Música. Conheça também as residências artísticas 2017.

Casa da Música

Visitar a Casa da Música

A Casa da Música é visitável todo o ano. Entre as 11h e as 16h há visitas guiadas (em português e inglês). Durante aproximadamente 1 hora, permitem conhecer melhor as várias salas, os bastidores, assim como outros detalhes sobre a arquitectura do edifício. Custam 7,5€ e são gratuitas para menores de 12 anos.

Sabia que…o recorde do Guinness para maior conjunto de cordas a tocar em simultâneo foi conquistado na Sala Suggia a 19 de Março de 2011, com 321 músicos a interpretar Tchaikovsky e Lecomte?

Saiba mais:

  • Casa da Música
  • Agenda de Concertos para 2017: consulte aqui.
  • Agenda do Serviço Educativo para 2017: consulte aqui.