31 de julho é um dia especial. Consegue adivinhar porquê?

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Livraria Lello

Diz-se que terá sido à mesa do clássico café portuense Majestic que J.K. Rowling terminou o primeiro rascunho de Harry Potter, mas terá sido na Livraria Lello que a escritora britânica – frequentadora assídua do espaço, entre 1991 e 1993 – se terá inspirado para escrever as aventuras da mais famosa escola de magia da ficção juvenil. Quem o afirma são os milhares de potterheads que transformaram, desde então, a livraria num ponto de paragem obrigatória para os fãs da saga.

As similaridades entre Hogwarts e a livraria mais bonita do mundo não têm fim, mesmo que nunca confirmadas pela própria autora. Há as escadas da escola, que se mexem para levar os alunos a zonas onde eles não querem ir, depois as carregadas estantes da Flourish and Blotts, livraria dedicada à feitiçaria, ainda as capas pretas dos estudantes do Porto, iguais às dos aprendizes de feiticeiros, também o nome do terrível vilão Salazar, que é igual ao nome do ditador português, e até o poema de António Gedeão “Pedra filosofal” musicado por Manuel Freire, que partilha o seu título com o livro de estreia da saga Harry Potter. Convencidos?

Mesmo que não estejam, saibam que foram estes alguns dos motivos que levaram cerca de 20.000 leitores de todo o mundo a juntar-se na Livraria Lello, a 31 de julho de 2016, para o lançamento mundial de “Harry Potter and The Cursed Child”. A festa encheu-se de personagens da saga, poções mágicas oferecidas na rua e animações para ajudar a passar o tempo durante as longas filas que ocuparam o quarteirão dos Clérigos. Muitos foram os que escolheram estar na Livraria Lello nessa noite, apenas para conhecer a capa do livro, que tinha sido mantida em segredo pela editora, e que foi exposta na montra da livraria exatamente à meia-noite de 30 para 31 de julho. Patrícia Jones foi a primeira fã emocionada de Harry Potter a ter nas mãos a tão desejada obra, sob o olhar atento da imprensa internacional.

A excitação dos fieis leitores da saga comoveu a livraria e teve um impacto sem precedentes, com a venda de 6.000 livros numa só noite, mas é como diz o poema “Pedra filosofal”, “eles não sabem, nem sonham / que o sonho comanda a vida”. Nós, na Livraria Lello, bem o sabemos.